Energias renováveis: no Brasil e no mundo

Publicado por Raissa Ramos em 23/out/2019

A Agência Internacional de Energia (IEA) informou que a energia solar irá crescer mais rapidamente do que a previsão de crescimento das demais energias renováveis.

De acordo com a notícia Renewable energy to expand by 50% in next five years – report, postado pelo The Guardian nesta segunda feira, 21 de outubro, nos próximos 5 anos a previsão de crescimento do fornecimento global de energia limpa crescerá mais rápido do que era esperado, podendo crescer até 50%, impulsionado pela energia solar. Isto é por exemplo o equivalente à 1.200GW, a capacidade total de eletricidade dos EUA.

O crescimento da energia renovável pode nos trazer vários benefícios ambientais, um impacto muito relevante é que poderíamos acabar com a alta demanda por petróleo e carvão, na próxima década. O que não é nada mal, visto que estamos falando de energias caras e extremamente poluentes. 

Hoje, as fontes de energias renováveis compõem 26% da matriz energética do mundo, podendo atingir 30% até 2024. Parece bastante, porém segundo Fatih Birol, Diretor executivo da IEA, para que o mundo cumpra suas metas climáticas é fundamental que as energias de fonte renováveis cresçam ainda mais rápido. 

O relatório feito pela IEA ainda diz que a União Européia e os EUA desempenharam um papel importante nas previsões porém quem irá liderar o processo de implementação de energia eólica e solar será a China.

Imagem do relatório que mostra o crescimento da demanda por combustíveis nos maiores mercados de energia. 

A aposta de crescimento da energia solar como força motriz que irá impulsionar o crescimento da energia renovável no mundo se dá porque os custos estão abaixo dos preços das tarifas de eletricidade no varejo na maioria dos países. A previsão é de que diminua entre 15% e 35% até 2024, impulsionando um crescimento adicional. 

Apesar do potencial da energia solar ser gigante, a rápida implementação pode atrapalhar o mercado de energia, a menos que os reguladores e concessionárias se adaptem. 

Energias renováveis no Brasil

Na última semana, o mercado da energia solar e geração distribuída no Brasil levou um verdadeiro susto com a mudança de regras para quem gera energia solar. 

De acordo com a regra atual de geração de energia solar distribuída as taxas são subsidiadas e o valor da energia gerada é devolvida para o consumidor sem custos.

Porém na nova proposta o consumidor pode passar a pagar pelo uso da rede da distribuidora e também pelos encargos cobrados na conta de luz, somando uma taxa de 60% por kWh.

O resultado da nova proposta vai na contramão da corrida pelo desenvolvimento sustentável do planeta, o aumento das taxas diminui consideravelmente o tempo de retorno sobre o investimento, afastando novos projetos. E para o consumidor final uma taxa de aproximadamente 60% significa que a cada kWh gerado ele compensa apenas 40% do kWh em sua conta, não adiantando gerar mais energia pois ele não conseguirá reduzir a sua conta devido a taxação.

A proposta estará em consulta pública de 17 de outubro até 30 de novembro, com o intuito de receber o retorno da população sobre as novas regras.

Esta movimentação popular é extremamente importante pois poderá mudar o cenário atual da nova regra. Se você não concorda com a taxação da energia limpa contribua enviando sua opinião para o e-mail cp025_2019@aneel.gov.br ou assine a petição bit.ly/gdparatodos.

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2 comentários em “Energias renováveis: no Brasil e no mundo

  1. CARLOS WELINGTON DOS REIS disse:

    TEMOS QUE NOS MOBILIZARMOS PARA BARRAR ESSA PROPOSTA , POIS DESTA FORMA ESTARA DECRETADA O FALECIMENTO DAS ENERGIAS RENOVAIS NO BRASIL. SEM FALAR QUE O BRASIL ESTARA NA CONTR MÃO DA TENDENCIA MUNDIAL.

  2. Renan disse:

    O mercado de energia renovável no Brasil está contribuindo, nesta etapa inicial, pois diminui a necessidade de investimentos das distribuidoras a curto prazo. A longo prazo será necessário regular o mercado diante das novas demandas, porém, acredito que ainda é cedo para isso, pois isso causaria um arrefecimento dos investimentos e logo iria paralisar a inovação, causando prejuízos tanto econômicos como ambientais para o Brasil.

    Péssima ideia proposta pela ANEEL.

    Mais uma vez os gestores brasileiros se mostrando contrários ao desenvolvimento e progresso.

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